Ponta-grossense não tem memória, é o que muitos dizem, em boa parte é verdade, não recebemos educação para isto, valorizar o que passou, a impressão que fica, é que todas as vidas que por aqui passaram e tudo o que construíram, nada significou, fotos, livros, edifícios, praças, acervos particulares, tudo é destruído e descartado como lixo, mas felizmente aparecem pessoas iluminadas que são diferentes da massa apática e desinteressada pelo passado. Tão desligada da realidade, que nem mesmo enxergam o potencial turístico da História local, de tudo o que foi construído do ponto de vista patrimonial.
O velho pensamento "caipira" local, de que progresso é "derrubar o velho", e "construir tudo novo", é realmente pensamento de "jacu".
Felizmente alguns, independentemente de serem do mundo acadêmico ou não, pensam diferente, tem uma visão, realmente progressista de ver o potêncial turístico-histórico-Cultural, tudo interligado.
A preservação de edifícios, casas, é apenas uma das formas de preservar o passado.O que dizer então das pessoas?Muitos dos nossos logradouros públicos, avenidas e ruas que possuem nomes de ilustres pontagrossenses, politícos, médicos, sacerdotes, militares, professores, nomes frequentemente citados, quando alguém de fora da cidade pede informação, onde fica está ou aquela rua, mas se perguntassemos a este solicito pontagrossense que informa o visitante, a rua Francisco Burzio fica para aquele lado, quem foi Francisco Burzio, fatalmente ouviria, "não sei".A situação se torna mais dramática quando falamos dos parcos cientistas que aqui viveram, são total e completamente ignorados, eles existiram, viveram, estudaram, casaram, tiveram filhos, foram embora, publicaram, se tornaram conhecidos fora da cidade.
É destes desconhecidos , para a maioria da população, que comentarei um pouco sobre suas vidas ,neste blog, digo pouco, porque foi dificil , encontrar referências sobre eles, que certamente parecem não ter existido, a não ser por escassos artigos em jornais, ou referências a seus pertences particulares ou relativos aos seus trabalhos sobreviventes, sobre suas bibliotecas, coleções, em Ponta Grossa e fora dela, e pela memória dos que conviveram com eles, parentes e amigos próximos geralmente.
São eles o Profº Felipe Justus, nosso grande entomólogo, e o prestigiado geólogo e paleontólogo Frederico Waldemar Lange.
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